Victoria - Bahia Blanca
12:59 AM Postado por Luiz Samico
Quando saímos de Victória, o relógio marcava 10h, procuramos pela cidade um lugar para cambiar algum dinheiro, mas a cidade não tinha suporte pra esse tipo de operação (cambio direto de Real para peso), e fomos instruídos a fazê-lo em Rosário, cidade grande que fica a cerca de 50km de Victória, em seguida compramos luvas (“guantes”, muito vagabundas por sinal), gorros, meias de lã, e alguns outros aparatos para suportar o frio, totalmente inexistente em Belém, e que por isso não havíamos levado conosco.
As duas cidades são ligadas por uma grande rede de pontes sobre uma planície alagada, com varias ilhotas. Antes de cruzar as pontes, no entanto, tivemos que entrar em um desvio para esperar um caminhão com 7 metros de largura atravessar a estrada, o guarda de transito disse que a operação não levaria mais do que 15 minutos. Esperamos 40’. Os argentinos que se encontravam atrás de nós na fila de carros já estavam sem paciência, e a todo minuto um novo motorista ia até a cabeceira da fila, onde nós estávamos, para reclamar com os responsáveis pela rodovia, que estavam em uma caminhonete estacionada na nossa frente, controlando o tráfego.
Quando o caminhão passou (eram 2, e carregavam um gigantesco equipamento de ferro, parecia uma turbina) já passava do meio-dia. Seguimos nosso caminho, e menos de 1 hora depois já nos encontrávamos na entrada de Rosário, cidade impressionante, arquitetura antiga, praças gigantescas, edifícios imponentes, trânsito caótico. Marcamos no GPS um caminho até o Banco Nacional mais próximo, para cambiar o dinheiro.
Fomos guiados pelo meio do centro comercial da cidade, largamos o carro num estacionamento, e seguimos a pé atrás o banco. Andamos vários minutos por uma rua fechada para carros, onde funcionavam várias lojas e galerias, não encontramos o tal banco, e pedimos informação a um policial, que nos indicou uma agência de turismo que ficava numa galeria próxima, aonde poderíamos realizar a troca de moeda.
Cambiamos, e seguimos atrás de uma gomeria para alinhar e balancear o carro. Achamos uma no próprio centro, que ficava no ultimo andar de um estacionamento vertical no sub-solo, mas o funcionário, que tinha uma voz parecida com a do “Trovão” (lutador de “telecatch”), nos informou que o serviço só ficaria pronto por volta de 16:30, e como tínhamos pressa, para poder chegar a Bahia Blanca ainda durante o dia, rumamos para a periferia da cidade, atrás de outra oficina.
Chegamos a um bairro mais pobre, fiquei impressionado com os torcedores do Rosario Central, desfilando com seus uniformes pela rua, vestindo os filhos pequenos com as cores do clube, bem legal. Entramos na oficina,e fomos atendidos prontamente, e de imediato os funcionários começaram os serviços no carro. Enquanto o Heron fiscalizava a prestação, eu e o Dudu fomos atrás de um restaurante, para comer alguma coisa, pois até este ponto da viagem, ainda não tínhamos feito uma refeição digna de um Brasileiro. Para nossa sorte, havia um restaurante do lado da rua oposto ao da oficina, e assim que os serviços no carro terminaram, nós fomos almoçar.
No balcão do restaurante estava um jovem argentino, nos informou que haviam 3 pratos disponíveis: Costeleta (Bisteca), Milanesa, e Frango Supremo. Resolvemos os 3 pedir a tal costeleta, que não sabíamos que era bisteca, e para nossa surpresa, o impúbere argentino se mostrou o melhor cozinheiro do País, ou talvez fosse a fome, mas o fato é que essa bisteca foi a melhor de nossas vidas, veio acompanhada de deliciosas papas fritas e salada. Depois de comer, perguntamos se haveria algum jogo de futebol profissional na Argentina depois de 5 de julho, que é quando acaba o clausura. E o alternativo Argentino disse que depois dessa data, haveriam alguns jogos do 4º Ascenso, que eu creio ser uma espécie de 5ª divisão.
De barriga cheia e carro ajustado, seguimos viagem, passamos por algumas cidadezinhas na região metropolitana de Rosário, e seguimos pelas retas infinitas dos pampas Argentinos até chegar em Bahia Blanca.


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