Entrada na Argentina: Victoria, uma grata surpresa.

2:41 AM Postado por Luiz Samico

A três dias sem internet e a cobertura GSM inexistente ficamos incomunicáveis, mas agora no Ushuaia estamos devidamente conectados e procederemos ao relato de nossa viagem.

Saímos de Cascavel antes do amanhecer do dia com destino a Victória, já dentro da Argentina. Ainda no começo da manhã passamos por Foz do Iguaçu e atravessamos a fronteira, onde realizamos todos os tramites legais e realizando o 1º cambio de moedas.

Já dentro da Argentina a sensação era meio estranha, pois a vegetação era a mesma, mas a arquitetura e a infraestrutura diferiam muito do Brasil. Sem falar na quantidade absurda de carros velhos, absurda mesmo!

Depois de percorrer alguns quilômetros, fomos parados na única parada da Gendarmeria Nacional (uma espécie de exército argentino) aonde sofremos uma pesada revista por soldados mascarados, devido a gripe (que ficaram ainda mais receosos quando começamos a tossir e a espirrar). Como tudo estava em ordem, fomos liberados e seguimos viagem.

A 1ª província argentina fronteiriça com o Brasil é a província de Missiones, onde notamos uma grande quantidade de população indígena. Era uma província baseada na economia rural, encontramos inclusive algumas fabricas de erva mate. Nesse trecho a quantidade de carros velhos era impressionante (quando falamos velhos, queremos dizer velhos mesmo)

Depois de Missiones, adentramos nos pampas argentinos. Nossa maior preocupação era com a policia de Entre Rios, a qual é conferida uma reputação de corrupta. Nessa província passamos por uma barreira, no entanto, estávamos totalmente de acordo com as leis argentinas de transito e não houve qualquer motivo para que molestassem o andamento de nossa viagem (inclusive a exigência dos 2 triângulos).

Nesse ponto da viagem, nosso maior problema eram as longas retas que tornavam dificulto a tarefa de permanecer acordado. Nossa alimentação dentro da Argentina começou a ser subsidiada por empanadas, alfajores e sanduíches frios, o que não era ruim, mas a saudade de um feijãozinho agora já esta batendo.

Até chegar a Victoria, não havíamos trespassado por nenhuma cidade uma estrutura digna de nota. Fato que nos preocupou ainda mais quando passamos pela cidade de Nogoya, cidade escura e recheada com uma imensa frota de carros antigos. O que dava um ar mórbido a cidade, o que nos levou a acreditar que a Argentina era um grande cemitério, felizmente isso mudou a alguns quilômetros mais tarde quando chegamos a cidade de Victoria.

Entramos na cidade por uma periferia através de uma estrada de terra escura e lamacenta, nosso desanimo aumentou. Seguimos o GPS para o hotel que ele indicava e a cidade parecia obscura, mas para nossa surpresa, atravessamos uma praça e encontramos um pequeno hotel no qual resolvemos investigar o preço do pernoite. Fomos recebidos por uma simpática senhora, dona do hotel, que nos informou o preço camarada da hospedagem e por ali mesmo decidimos passar a noite. O hotel tinha uma arquitetura tosca, mas aconchegante. Voltamos a praça que ficava a uma quadra do hotel e compramos uns mantimentos no mercadinho próximo, uma dúzia de empanadas por $15 e duas tortas grandes, uma de queijo e presunto e uma de batata, ambas por $10. Encerrada as compras, voltamos para o quarto, onde fizemos das compras nosso jantar. Como o Heron dirigiu a maior parte do trecho ficou muito cansado e resolveu dormir mais cedo. Enquanto ele dormia, eu e o Dudu saímos para conhecer a cidade. Ficamos impressionados com a arquitetura exuberante que a cidade possuía na sua zona central, completamente diferente das ruas de barros que tínhamos visto anteriormente. Visitamos a praça central, tiramos algumas fotos em algumas edificações imponentes que se situavam em seu entorno, como a prefeitura, a câmara municipal (Congreso), uma igreja e uma espécie de mini – anfiteatro que fora construído como uma forma de homenagem do povo da cidade a bandeira da Argentina, realmente muito bonito. Depois de conhecer a praça, fomos a um pub que ficava pelas redondezas. Tomamos uma das famosas cervejas de 1L (essa noite Schneider), jogamos sinuca (a verdadeira sinuca), pedimos para a garçonete tirar uma foto nossa e voltamos para dormir.

Assim que nos recuperarmos do frio que passamos hoje a noite, não pela temperatura em si, mas pelas intempéries de se construir o terrível Buts das neves, voltaremos a descrever o resto de nossa expedição e postaremos algumas fotos.

Até a próxima.

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