Bahia Blanca e Trelew

5:44 PM Postado por Luiz Samico

No traslado de Bahia Blanca a Trelew, não verificamos muitas coisas dignas de nota, ja estavamos nos acostumando com as retas gigantescas dos pampas, fora isso, nosso maior incomodo foi a mau habito que a argentina tinha, de "peidar" em nosotros. Nesse trecho da ruta, haviam muitas estações de extração de gas natural, e muitos veiculos movidos a este combustivel, o que frequentemente gerava um odor desagradavel para os pasageiros da nosa nave.

Chegamos em Trelew no meio da tarde, procuramos um hotel para passar a noite, primeiramente fomos a um hotel grande, $265 o pernoite, andamos uns 10 metros, e chegamos a um hotel menor, $150. Ficamos no segundo, um apartamento com 2 quartos 2 tv's e banheiro compartilhado. Depois de acomodados, fomos andar pela cidade, muito formosa, diga-se de passagem, conhecemos o centro, a praça principal, e logo estavamos dentro de um pub, tomando uma cerveja, sob o olhar dos argentinos que não devem ver estrangeiros por aquelas bandas com tanta frequencia, esperando o relógio marcar 20h, que é a hora que os restaurantes abriam.

Antes de ir para o Pub, ja tinhamos marcado alguns restaurantes para comer a tal da parrilla que ainda não haviamos tido a oportunidade de comer. As 20h saimos do Pub, e verificamos que 2 dos 3 restaurantes que haviamos notado antes, estavam fechados, e fomos em direção ao terceiro, que ficava a algumas quadras do Pub, que ficava na praça central.

Chegando la fomos recepcionados or uma senhora argentina, curiosa com a nossa procedência, disse que poderiamos comer uma parrilla completa, pagando $25 cada um, e tão logo aquiescemos, ela passou a trazer pãezinhos, torradinhas e pasteizinhos, e depois de alguns minutos, chegou a tal da parrilla que é um tipo de churrasco de carneiro na chapa, com todas as suas visceras, inclusive uma "deliciosa" morcilla (cocozón) um embutido feito com sangue temperado, e alguns pedaços de carne, bizarro, mas com gosto de feijão. Pedimos uma salada e umas papas fritas para acompanhar. Depois de comer MUITO, pedimos a conta, e para nossa surpresa, a sacaninha cobrou todos os pãezinhos e pasteizinhos que ela trazia sem que pedissemos, e no final das contas o que sairia a $25 pra cada um, saiu praticamente o dobro.


De bucho cheio, voltamos para o hotel para dormir, mas eu e o Dudu decidimos dar uma ultima volta pela cidade, e descobrimos finalmente como fazer ligações a cobrar para o Brasil, voltamos por volta de meia-noite e dormimos, mas não sem que o Dudu antes mandasse um submarino para uma missão de exploração nos esgotos da cidade, acontece que o submarino era grande demais para o calado do porto, e ficou encalhado, atrapalhando o trafego dos demais.

Antes do amanhecer saímos de Trelew, tendo Rio Gallegos, na província de Santa Cruz como destino.

Victoria - Bahia Blanca

12:59 AM Postado por Luiz Samico

Quando saímos de Victória, o relógio marcava 10h, procuramos pela cidade um lugar para cambiar algum dinheiro, mas a cidade não tinha suporte pra esse tipo de operação (cambio direto de Real para peso), e fomos instruídos a fazê-lo em Rosário, cidade grande que fica a cerca de 50km de Victória, em seguida compramos luvas (“guantes”, muito vagabundas por sinal), gorros, meias de lã, e alguns outros aparatos para suportar o frio, totalmente inexistente em Belém, e que por isso não havíamos levado conosco.

As duas cidades são ligadas por uma grande rede de pontes sobre uma planície alagada, com varias ilhotas. Antes de cruzar as pontes, no entanto, tivemos que entrar em um desvio para esperar um caminhão com 7 metros de largura atravessar a estrada, o guarda de transito disse que a operação não levaria mais do que 15 minutos. Esperamos 40’. Os argentinos que se encontravam atrás de nós na fila de carros já estavam sem paciência, e a todo minuto um novo motorista ia até a cabeceira da fila, onde nós estávamos, para reclamar com os responsáveis pela rodovia, que estavam em uma caminhonete estacionada na nossa frente, controlando o tráfego.

Quando o caminhão passou (eram 2, e carregavam um gigantesco equipamento de ferro, parecia uma turbina) já passava do meio-dia. Seguimos nosso caminho, e menos de 1 hora depois já nos encontrávamos na entrada de Rosário, cidade impressionante, arquitetura antiga, praças gigantescas, edifícios imponentes, trânsito caótico. Marcamos no GPS um caminho até o Banco Nacional mais próximo, para cambiar o dinheiro.

Fomos guiados pelo meio do centro comercial da cidade, largamos o carro num estacionamento, e seguimos a pé atrás o banco. Andamos vários minutos por uma rua fechada para carros, onde funcionavam várias lojas e galerias, não encontramos o tal banco, e pedimos informação a um policial, que nos indicou uma agência de turismo que ficava numa galeria próxima, aonde poderíamos realizar a troca de moeda.

Cambiamos, e seguimos atrás de uma gomeria para alinhar e balancear o carro. Achamos uma no próprio centro, que ficava no ultimo andar de um estacionamento vertical no sub-solo, mas o funcionário, que tinha uma voz parecida com a do “Trovão” (lutador de “telecatch”), nos informou que o serviço só ficaria pronto por volta de 16:30, e como tínhamos pressa, para poder chegar a Bahia Blanca ainda durante o dia, rumamos para a periferia da cidade, atrás de outra oficina.

Chegamos a um bairro mais pobre, fiquei impressionado com os torcedores do Rosario Central, desfilando com seus uniformes pela rua, vestindo os filhos pequenos com as cores do clube, bem legal. Entramos na oficina,e fomos atendidos prontamente, e de imediato os funcionários começaram os serviços no carro. Enquanto o Heron fiscalizava a prestação, eu e o Dudu fomos atrás de um restaurante, para comer alguma coisa, pois até este ponto da viagem, ainda não tínhamos feito uma refeição digna de um Brasileiro. Para nossa sorte, havia um restaurante do lado da rua oposto ao da oficina, e assim que os serviços no carro terminaram, nós fomos almoçar.

No balcão do restaurante estava um jovem argentino, nos informou que haviam 3 pratos disponíveis: Costeleta (Bisteca), Milanesa, e Frango Supremo. Resolvemos os 3 pedir a tal costeleta, que não sabíamos que era bisteca, e para nossa surpresa, o impúbere argentino se mostrou o melhor cozinheiro do País, ou talvez fosse a fome, mas o fato é que essa bisteca foi a melhor de nossas vidas, veio acompanhada de deliciosas papas fritas e salada. Depois de comer, perguntamos se haveria algum jogo de futebol profissional na Argentina depois de 5 de julho, que é quando acaba o clausura. E o alternativo Argentino disse que depois dessa data, haveriam alguns jogos do 4º Ascenso, que eu creio ser uma espécie de 5ª divisão.

De barriga cheia e carro ajustado, seguimos viagem, passamos por algumas cidadezinhas na região metropolitana de Rosário, e seguimos pelas retas infinitas dos pampas Argentinos até chegar em Bahia Blanca.

Entrada na Argentina: Victoria, uma grata surpresa.

2:41 AM Postado por Luiz Samico

A três dias sem internet e a cobertura GSM inexistente ficamos incomunicáveis, mas agora no Ushuaia estamos devidamente conectados e procederemos ao relato de nossa viagem.

Saímos de Cascavel antes do amanhecer do dia com destino a Victória, já dentro da Argentina. Ainda no começo da manhã passamos por Foz do Iguaçu e atravessamos a fronteira, onde realizamos todos os tramites legais e realizando o 1º cambio de moedas.

Já dentro da Argentina a sensação era meio estranha, pois a vegetação era a mesma, mas a arquitetura e a infraestrutura diferiam muito do Brasil. Sem falar na quantidade absurda de carros velhos, absurda mesmo!

Depois de percorrer alguns quilômetros, fomos parados na única parada da Gendarmeria Nacional (uma espécie de exército argentino) aonde sofremos uma pesada revista por soldados mascarados, devido a gripe (que ficaram ainda mais receosos quando começamos a tossir e a espirrar). Como tudo estava em ordem, fomos liberados e seguimos viagem.

A 1ª província argentina fronteiriça com o Brasil é a província de Missiones, onde notamos uma grande quantidade de população indígena. Era uma província baseada na economia rural, encontramos inclusive algumas fabricas de erva mate. Nesse trecho a quantidade de carros velhos era impressionante (quando falamos velhos, queremos dizer velhos mesmo)

Depois de Missiones, adentramos nos pampas argentinos. Nossa maior preocupação era com a policia de Entre Rios, a qual é conferida uma reputação de corrupta. Nessa província passamos por uma barreira, no entanto, estávamos totalmente de acordo com as leis argentinas de transito e não houve qualquer motivo para que molestassem o andamento de nossa viagem (inclusive a exigência dos 2 triângulos).

Nesse ponto da viagem, nosso maior problema eram as longas retas que tornavam dificulto a tarefa de permanecer acordado. Nossa alimentação dentro da Argentina começou a ser subsidiada por empanadas, alfajores e sanduíches frios, o que não era ruim, mas a saudade de um feijãozinho agora já esta batendo.

Até chegar a Victoria, não havíamos trespassado por nenhuma cidade uma estrutura digna de nota. Fato que nos preocupou ainda mais quando passamos pela cidade de Nogoya, cidade escura e recheada com uma imensa frota de carros antigos. O que dava um ar mórbido a cidade, o que nos levou a acreditar que a Argentina era um grande cemitério, felizmente isso mudou a alguns quilômetros mais tarde quando chegamos a cidade de Victoria.

Entramos na cidade por uma periferia através de uma estrada de terra escura e lamacenta, nosso desanimo aumentou. Seguimos o GPS para o hotel que ele indicava e a cidade parecia obscura, mas para nossa surpresa, atravessamos uma praça e encontramos um pequeno hotel no qual resolvemos investigar o preço do pernoite. Fomos recebidos por uma simpática senhora, dona do hotel, que nos informou o preço camarada da hospedagem e por ali mesmo decidimos passar a noite. O hotel tinha uma arquitetura tosca, mas aconchegante. Voltamos a praça que ficava a uma quadra do hotel e compramos uns mantimentos no mercadinho próximo, uma dúzia de empanadas por $15 e duas tortas grandes, uma de queijo e presunto e uma de batata, ambas por $10. Encerrada as compras, voltamos para o quarto, onde fizemos das compras nosso jantar. Como o Heron dirigiu a maior parte do trecho ficou muito cansado e resolveu dormir mais cedo. Enquanto ele dormia, eu e o Dudu saímos para conhecer a cidade. Ficamos impressionados com a arquitetura exuberante que a cidade possuía na sua zona central, completamente diferente das ruas de barros que tínhamos visto anteriormente. Visitamos a praça central, tiramos algumas fotos em algumas edificações imponentes que se situavam em seu entorno, como a prefeitura, a câmara municipal (Congreso), uma igreja e uma espécie de mini – anfiteatro que fora construído como uma forma de homenagem do povo da cidade a bandeira da Argentina, realmente muito bonito. Depois de conhecer a praça, fomos a um pub que ficava pelas redondezas. Tomamos uma das famosas cervejas de 1L (essa noite Schneider), jogamos sinuca (a verdadeira sinuca), pedimos para a garçonete tirar uma foto nossa e voltamos para dormir.

Assim que nos recuperarmos do frio que passamos hoje a noite, não pela temperatura em si, mas pelas intempéries de se construir o terrível Buts das neves, voltaremos a descrever o resto de nossa expedição e postaremos algumas fotos.

Até a próxima.

Vocês não conhecem o Flamboyant ?!

9:49 PM Postado por Luiz Samico

Saímos de Goiânia por volta de 5:30 da manhã, antes fomos ao famoso desconhecido Flamboyant, o maior shoping de Goiás, para comer alguma coisa antes de ir dormir. Alugamos um quartinho em um hotel perto do shoping por R$115. Deu pra quebrar um galho.


Chegamos em Cascavel - PR por volta de 19:30, resolvemos pernoitar por aqui mesmo, pois não queriamos pegar a estrada noite adentro, e para chegar até Foz do Iguaçu teriamos de percorrer ainda, mais ou menos uns 160km.


Aqui faz uma temperatura de 18º, chegamos no hotel, tomamos um banho quente, e fomos atrás de um lugar para jantar e de um oculos vagabundo pra mim, ja que o meu ficou em Redenção, e eu só pego ele na volta. Não achamos os oculos pois os camelôs ja tinham "fechado" e acabamos jantando no McDonald's denovo.

Amanhã devemos sair por volta de 4:30 da manhã rumo a Victória, ja na Argentina.

A saída.

8:41 PM Postado por Heron Belei

A empreitada ja começou.

Saímos de Belém as 7h, e chegamos em Redenção as 18:30.

Fomos recepcionados pela Família do Matheus, um amigo que pegou carona até aqui. E logo de cara uma churrascada. Hospitalidade nota 1000!

Quanto às estradas, estão em estado regular, as vezes com verdadeiras "panelas" na pista.Todo cuidado é pouco.

Hoje pela manhã aproveitei para fazer um balanceamento nas rodas, que ficaram "baquedas" depois de tanto buraco.

Aproveitamos a estadia aqui para conhecer a cidade.
Estamos saindo daqui amanhã as 5:30, com destino a Goiânia.

Até a proxima!





O dia se aproxima

12:19 AM Postado por Luiz Samico

O grande dia se aproxima, fizemos os últimos preparativos, reservamos o apartamento em Buenos Aires, muito provavelmente nos alojaremos no bairro de Palermo Viejo. Ainda temos algumas pendências como vacinação, e alguns itens que precisamos para viajar, como o kit de primeiros socorros. Ademais, nos organizamos o máximo que conseguimos para realizar a viagem de forma tranquila, alguns incidentes devem acontecer, o que é normal, mas esperamos que nada sério atrapalhe nossa jornada.

Nós programamos a nossa saída para o dia 25 de junho, provavelmente por volta de 3 da manhã, e a partir dessa data, esse blog, e o meu twitter, serão os príncipais meios de comunicação com nossos familiares e amigos, e quem mais quiser nos acompanhar, portanto fiquem atentos, e se escrevam no menu ali do lado para receber notícias sobre as atualizações direto nos vossos emails.

Vou tirar uma foto dos nosso últimos momentos no calor amazônico antes de rumar para o fim do mundo no dia 25, e posto pra vocês aqui no blog.

Desejem-nos sorte!


Conhecendo 5 biomas argentinos

6:21 PM Postado por Heron Belei


Um dos meus interesses na viagem para a Patagônia era conhecer um pouco mais a respeito das atrações naturais da região, mas se deixasse para me ocupar dessa atividade apenas nos locais de interesse sobraria um tempo bem menor, pois grande parte do período seria utilizado nos deslocamentos de carro pelas “rutas”.
Assim, sabendo que iria percorrer longas distâncias nas estradas e que, segundo alguns relatos de outros viajantes, isso poderia ser algo tedioso, procurei estudar um pouco a respeito dos biomas da Argentina. Desta forma, na estrada mesmo, poderíamos aproveitar as paisagens que estivessem em nosso trajeto, observando as características de cada área, as formações vegetais e fazendo avistamentos de animais.
Isso tornou-se uma idéia bem interessante, pois a Expedição percorrerá cinco biomas da Argentina em seu trajeto, sendo que todos puderão ser bem identificados e reconhecidos. Criaremos assim um entretenimento proveitoso para enfrentar as longas estradas e, pelo menos para mim, muitíssimo interessante, afastando por completo a possibilidade de tédio na viagem.
Biomas percorridos:
1. Estepes e Campos Pampeanos
2. Espinilho e Parque Mesopotâmico
3. Monte
4. Estepe Patagônica
5. Bosques Andino Patagônicos